sexta-feira, 27 de março de 2009

queria poder dizer que te amo. posso gritar e não vai escutar, mas são só palavras que ditas se perdem de mim. um dia o que sinto vai ter um lugar pra nós, um tempo que guardo na esperança virá. sozinhos em mundos no mesmo espero estar quando o futuro chegar. é próximo, sei esperar, mas tarde é aquela hora que faz chorar e de noite quando estou mais sozinha os olhos fechados sem foco te buscam bem longe aqui dentro. memória tão viva eu te vejo com cores só suas, perfeitas. me deixo enganada sentindo seu corpo quase perto do meu.
gemdendo de dor te confundo, sem mesmo vc me ouvir. guardo todo esse ardor pro dia que vc voltar. salgado vai estar o meu rosto escondido com medo de não corresponder a imagem que guardou de mim. te faço um pedido agora, um segredo pra guardar, calado e fácil é como vc deve ficar. acalma meu peito que bomba uma loucura de tanto te amar, mas fique tranquilo, meu bem, eu sei que não vou nos matar! é tudo delícia de ter um amor pra amar. perdoa o meu coração, ele não sabe dosar.

quinta-feira, 26 de março de 2009

outras palavras:
amo seu chinó
em todo tempo
sigo timorata

quarta-feira, 25 de março de 2009

Carmen.
Meu nome não é mais aquele que confundiam com Laura.

Nem Maura, nem Carmen Maura.
Carmen.
cafona é sempre a síntese do mais profundo
detesto esse papo burocrático e aí td bem e vc td bom.... detesto esse tempo que corre louco sendo disfarçado pela voz que soa calma e incoerente, detesto essa voz eletrônica, chiada. não gosto também do até mais ou a gente se fala ou eu passo lá. o mundo todo quer ser como os cariocas descolados, marrentos e extremamente cordiais, aquela cordialidade desnecessária. prefiro desligar o telefone, ou trocar logo de número!
zero, um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze ( douze!),...... vcs devem estar pensando que eu não tenho o que fazer, não é? heheheh pelo contrário e é por isso que eu tô aqui contando de um a um pra ver se dou uma zerada no caos. monografia não faz bem pra saúde, saudade não é bom também e gente que impaca o trabalho quando o prazo já tá mais que estourado? treze, quatorze, quinze,........
"UMA MULHER SEM HOMEM É COMO UM PEIXE SEM BICICLETA."
tenho uma amiga que diz que odeia os homens. ela tem um blog e postou essa frase aí. não é minha nem dela e mesmo sendo de qualquer mulher que odeie um homem qualquer (justamente pelo fato de amá-lo demais), sabemos todos que peixes se pudessem gostariam de ter bicicletas, assim como gostaríamos de viver debaixo d' água por alguns momentos. somente porque deve ser muito melhor abraçar tudo o que for possível de existir do que simplesmente apenas amar ou odiar; nadar ou andar..... suportar ou não os homens que odiamos tanto amar.


domingo, 22 de março de 2009

posso escrever o que eu quiser aqui, não é mesmo?
pois aproveito então pra dizer que apesar de vc
eu ando muito bem
apesar de vc nem vir
te conto aqui
fiz uma bolha no pé
mas tenho sandálias rosas pra amanhã
tenho comido bem, apesar de você
apesar de você
comi doces que não me engordaram,
acredita?
grandes merdas!
o cinema americano berra
eu grito
a buzina do carro
vê se me erra!
meu ouvido entupido
cheia de tudo
mais é melhor
não tem sentido
tudo muito assim
isso tudo muito meio
sei lá
todos surdos
tudo berra
sem limite
me estoura o saco
de cabeça cheia
fervendo idéias
soltas
miliuma coisas
entre o mundo e eu
nós
um caos
o início/ fim
tudo assim
não escuto também
eu muda
guardo o grito
potiagudo
me rasga por dentro
sangra
não faz barulho
e quem pediu barulho
vamos fazer barulho
chamaram a polícia
ligaram a tv
fumaram um bagulho
do outro lado do muro
corcundas sombreadas
fumaça disfarçada
eu sei qual é seu vício
o meu é diferente
ninguém pode entender
foda- se!
chama quem quiser
o país não sabe o que fazer
música de tiros
correm agora loucos
desviam do sangue no chão
ninguém quer se sujar
quem vai pagar a conta?
me conta tudo agora
eu quero até a última
me deixa aqui sozinha
te vejo na telinha!

sábado, 21 de março de 2009

nada me resta a fazer senão esperar o tempo passar. hj é sábado domingo e tudo acontecendo sem mim que nem sei como sair de casa. se vou ou não pra algum outro lugar qualquer. tenho preguiça de ver estranhos e bodiei dos "amigos". poderia pegar um ônibus na rodoviária e ir para o interior ver bodes de verdade, conversaria com eles, alisaria seus pêlos, deixaria o tempo passar no tempo deles. tiraria umas fotos, colocaria no meu álbum do orkut feito para pessoas da minha vida e isso seria tão sincero! poderia, mas não agora. é tarde, silêncio. é tarde, é melhor ir deitar.

quinta-feira, 19 de março de 2009

- Filha!
- Oi mãe.
- Quê?!
- Mamãe falou comigo.
- Sua mãe não tá aqui.
- Ah não? hahahaha, tô maluca!

terça-feira, 17 de março de 2009

Estamos em sintonia, eu e Arnaldo Jabor. Ele cita a frase do ensaísta e crítico Brad Holland: "Antigamente, o artista de vanguarda chocava a classe- média; hoje, a classe- média choca o artista de vanguarda", na sua coluna de hoje no jornal O Globo.

segunda-feira, 16 de março de 2009

são os raios malditos do sol daquela illha, os absurdos aos quais nos acostumamos, os eletrochoques, os falsos anestésicos da alma, ...... encontrei nesse escrito raro do Artaud mais uma forma de pedir que não me façam dormir demais:


"
Você vai embora
diz a imunda intimidade do Bardo,
e você continua aí.

você não está mais aí
mas nada te abandona
você conservou tudo
exceto a si mesmo

e que lhe importa se
o munddo
está aí.

O
mundo
não é mais eu.
E que importa isso
diz o Bardo,
sou eu.
"

Bardo: Artaud se refere ao Bardo Todol, livro tibetano dos mortos. Bardo seria algo como um estado intermediário entre o falecimento e a transmigração ou a saída do ciclo cármico, ou seja, um estado ao mesmo tempo de latência e morte - nota do livro Escritos de Antonin Artaud, seleção e notas de Claudio Willer, da coleção Rebeldes Malditos.
Olho a bagunça do meu quarto, só a mim ela não incomoda mais. Pode parecer absurdo, mas já sei os caminhos pra achar o que for no meio de tanta coisa. Aprendi que não tendo jeito para organização me adapto à realidade, a bagunça! Essa palavra é até engraçada, eu gosto dela! Sei que não é muito confortável, mas bagunça é tudo aquilo que tem um monte de coisa junta, embolada, pode ser interessante. Entro no meu quarto e vejo uma certa arte. Fica tão bonito o misturado das estampas das roupas largadas em cima da cama! Eu gosto desse colorido! Sempre digo pra minha mãe, que é o extremo oposto de mim nesse aspecto, que as coisas fora do lugar dão vida ao ambiente, são a prova de que ali tem movimento, tem gente que usa e desusa e sem tempo pra arrumar. Eu tenho medo de ir numa casa totalmente em ordem, me dá a impressão de ser um lar de mentira, não sei. Perguntei pra Darlene Glória o que ela acha e não pude ouvir direito. Pela cara que ela tem na fotografia que arremata o ar de bagunça que cultivo no meu quarto, imagino que tb gosta assim. Eu sei que se convidar você pra ficar comigo aqui dentro vai ter uma hora que não vai mais aguentar, mas logo eu posso dar um jeitinho empurrando td pra dentro do armário, que arrumo duas vezes ao ano, pelo menos.
O que nos impede de pregar os olhos à noite?

A- O calor insuportável do Rio nessa época do ano.
B- Ver um drama pesado, com detalhes macabros antes de dormir.
C- Ir pra cama com a barriga cheia.
D- Medo e ansiedade.
E- Todas as alternativas acima.

sábado, 14 de março de 2009

quem quiser ver um grande ator interpretando um grande personagem, ou melhor, quem quiser ver um dos maiores atores dessa geração interpretando um dos maiores personagens já criados até hj, vá ver Wagner Moura em Hamlet!!! me senti partcicipando de um acontecimento histórico. só mesmo um grande ator pra dar conta de Hamlet, tão complexo, inteligente, cheio de conflitos, fome de justiça e entendedor da arte do ator. quem mais poderia pedir naturalidade em cena, em cena? o teatro enorme e lotado de gente que aplaudia freneticamente enquanto questionava se Wagner era um espectro.

sexta-feira, 13 de março de 2009

DESPERTAR DE BORBOLETAS

... ou A Descoberta das Borboletas, mas o nome correto da peça é UMA HISTÓRIA DE BORBOLETAS. Inspirada num conto de Caio Fernando Abreu e dirigida pelo amigo querido e talentoso Marcelo Aquino. Nem sei como descrever o que aconteceu com as pessoas que estavam na platéia ontem. Eu chorava como uma criança que se perdeu de casa, mas que encontrou a vida mais do que a que vemos com os olhos sadios. "Ver é a pura loucura do corpo.", frase da Clarice Lispector que costura lindamente um dos momentos da peça. Caio Fernando está ali estruturando, outros autores como Artaud também aparecem oportunamente, mas me parece que a dramaturgia é mesmo dos atores! Eu acredito em cada um e me vejo também ali. Essa vida é muito louca, é a vida e não nós. Nós nos adaptamos a essa condição e portanto somos tão absurdos e sentimos tanta dor. Me mexia na cadeira, balançava o pé, tentando disfarçar meu incômodo pra mim e para os outros naquela pequena sala do Solar de Botafogo. Mas no fundo é isso que busco na arte, preciso ser tocada a ponto de doer e de logo depois rir também como criança. Rir de coisas que ninguém sabe se são pra chorar, rir de mim que estou ali junto com aquele elenco cantando que as borboletas amarelinhas são tão bonitinhas, eu personagem real. As borboletas, deixem-as voar! As borboletas somos nós num raro momento de liberdade e beleza. Quando descobrir a primeira não tenha medo, logo virá uma outra de dentro de você. Poeta, músico, ator, borboletas coloridas moram dentro de qualquer um, mas elas só aparecem para alguns e outros chegam a tocar, segurando-as entre o dedo indicador e o polegar!
Teatro Solar de Botagogo
até 26 de abril
quintas, sextas e sábados às 21:00h
domingo 20:00h
30 reais, levem carteirinha se tiverem!

terça-feira, 10 de março de 2009


Antes que a onda da Ilha do Sol vire espuma e para finalmente fazer Antonin Artaud presente aqui:

"Pode-se proclamar a boa saúde mental de Van Gogh, que durante toda a sua vida apenas assou uma das mãos e, afora isto, não foi além de cortar a orelha esquerda em um mundo onde todos os dias as pessoas comem vagina cozida com salsa ou sexo de recém-nascido flagelado e enfurecido, assim que sai do ventre materno. E não se trata deimagens apenas, e sim de feitos freqüentes, repetidos dia a dia, cultivados em toda a extensão da Terra. E continua sendo assim por mais delirante que a afirmação possa parecer a vida atual em sua velha aparência de estupro, de anarquia, de desordem, de desvario, de descalabro, de loucura crônica, de inércia burguesa, de anomalia psíquica (pois não é o Homem, e sim o Mundo que se tornou anormal), de deliberada desonestidade e insigne hipocrisia, de enlameado desprezo por tudo que apresenta nobreza, de reivindicação de uma ordem inteiramente baseada no cumprimento de uma injustiça primitiva, em suma, de crime organizado. As coisas vão mal pois a consciência doente tem o máximo interesse, neste momento, em não sair de seu estado doentio. E assim a sociedade deteriorada inventou a psiquiatria para defender-se das investigações de alguns seres superiores e iluminados, cujas faculdades de antecipação a molestavam"
A Ilha do Sol está cada vez mais famosa! De Leonardo Giardini, São Paulo, chega a seguinte colaboração:

Cara a Cara
Chico Buarque


Tenho um peito de lata
E um nó de gravata
No coração
Tenho uma vida sensata
Sem emoção
Tenho uma pressa danada
Não paro pra nada
Não presto atenção
Nos versos desta canção
Inútil
Tira a pedra do caminho
Serve mais um vinho
Bota vento no moinho
Bota pra correr
Bota força nessa coisa
Que se a coisa pára
A gente fica cara a cara
Cara a cara cara a cara
Bota lenha na fornalha
Põe fogo na palha
Bota fogo na batalha
Bota pra ferver
Bota força nessa coisa
Que se a coisa pára
A gente fica cara a cara
Cara a cara cara a cara
Tenho um metro quadrado
Um olho vidrado
E a televisão
Tenho um sorriso comprado
A prestação
Tenho uma pressa danada
Não paro pra nada
Não presto atenção
Nas cordas desse violão
Inútil
Tira a pedra do caminho (etc.)
Tenho o passo marcado
O rumo traçado sem discussão
Tenho um encontro marcado
Com a solidão
Tenho uma pressa danada
Não moro do lado
Não me chamo João
Não gosto nem digo que não
É inútilTira a pedra do caminho (etc.)
Vou correndo, vou-me embora
Faço um bota-fora
Pega um lenço agita e chora
Cumpre o seu dever
Bota força nessa coisa
Que se a coisa pára
A gente fica cara a cara
Cara a cara cara a cara
Com o que não quer ver

TEVÊ
Zeca Baleiro e Kleber Albuquerque


Um filme na tevê
Um corpo no sofá
Um tempo pra moer
O vidro do olhar
E a vida a passar
A vida sempre a passar
A passar
Olhando a estrela azul
Azul da cor do mar
Comédia comumUm (ou) drama vulgar
E a vida a passar
A vida sempre a passar
A passar
Comercial de xampu
Cerveja e celular
Modelos para crer
E credicard
A consumir a consumir
A consumir o olhar
O olhar
Olhando a estrela azul
Um quadro a cintilar
Vendendo ilusões
A quem não pode pagar
E a vida a passar
A vida sempre a passar
A passar

segunda-feira, 9 de março de 2009

ICONOFAGIA- termo utilizado por Norval Baitello Junior, professor de Teoria da Mídia e Teoria da Imagem da PUC-SP, em palestra publicada na revista do ppg artes cênicas - ECA- USP, nº 7, 2007. O título do ótimo texto (e que casou bem com os pensamentos das últimas postagens): Podem as imagens devorar os corpos?

A partir da coincidência desse texto cair na minha mão hoje, a Ilha do Sol continua me acontecendo. A questão então é (pra tb me defender de acusações de ser preconceituosa) sobre pessoas que infelizmente apenas reproduzem, engolidas pelas inúmeras imagens externas jogadas no meio do cotidiano, não agregando nada de novo a sociedade e muitas vezes até prejudicando o coletivo com suas atitudes escapistas. Ou seja: estamos vendo uma boa parte dessa geração desperdiçando tempo e ocupando espaço no mundo sem contribuir. A demolição da singularidade, individualidade e portanto da alteridade, essas lindas palavras, está acontecendo gradativamente ao mesmo passo em que assitimos abismados corpos sofrendo por tantas exigências que sejam perfeitos, impossíveis! E pq não admitir que podemos ser felizes ou alegres, momentaneamente, com coisas simples? Por que precisamos consumir mais do que podemos? E tantas e tantas outras perguntas... sem esquecer que corpo significa vida.
Devo confessar q o que vi na Ilha do Sol não é uma novidade, mas realmente esse estilo de vida me choca! E continuo acreditando que tudo isso é falta de Picasso!

ILHA DO SOL

Ontem fiz uma viagem no tempo de hoje. tenho 28 anos e moro no Rio de Janeiro e foi só ontem de madrugada, vagando pelas ruas da Barra da Tijuca, que descobri a verdade da atualidade. Eu só queria um lugar bacana pra relaxar, mas fui expulsa da rua e em pouco tempo já estava em casa acreditando que tinha passado por uma experiência necessária. Na Ilha do Sol! Eu, uma velha, uma gringa, eu uma nerd, eu uma estranha, eu apavorada com medo dos pit- mulas sem cabeça, pit- merdas e das barraqueiras com saltos de grifes prontos pra furar meu olho, a troco do nada! E é justamente isso que me dei conta, td bem a troco do nada vai acontecendo. A troco do nada todos se reúnem numa danceteria com música alta e bebida liberada, só mesmo pra acabar de liberar o que já não tem mais chão, o que não tem mais senso de realidade. Onde estão todas as cabeças bem penteadas, esquecidas nas cadeiras dos salões de beleza ainda sendo progressivamente escovadas? Ou totalmente podres como melancias mofadas deixadas em estofado no verão? Me cheira mal, muito mal. O perfume caro dessa gente não engana meu olfato. Ou perdi de vez a noção? Fui eu ou foram eles? Foi vc? Alguém me diz, por favor! Na Ilha do Sol eu deveria ficar contete? Deveria achar a vida o máximo, os meu amigos o máximo, o meu xilique o máximo? Será que Ilha do Sol é o nosso Planeta? Me sentiria feliz por não ser uma anônima qualquer? Afinal, os brilhos na luz negra ressaltam qualquer movimento, até aqueles que jurariam nunca fazer em público se não estivessem embriagados. Todos gritando palavras iguais, conversas sem pé nem cabeça, sem poesia, repetição por falta de opção, estão todos mortos e lindos! Todos bêbados chiquérrimos! Bom, chiquérrimos foi a palavra mais próxima e rápida que me aconteceu, me lembra glamour e eu acho glamour muito brega! ok, estavam bem arrumadinhos para o gosto geral. Quase uniformizados todos se entendem com gestos não muito sutis. Os homens quandos se interessam por alguma mulher não perdem tempo em puxá-la pelo cabelo carregando prum canto, rebocando como fazem com seus carrões quando esses tomam forma de latinha de cerveja amaçada. E eu uma alma penada? Eu? Mas o que é que tô fazendo aqui, meu Deus?! Será que é a minha falta de bronzeado? Onde e por que não caibo na Ilha do Sol? Nem mesmo por mais de 5 minutos! Foi o tempo de me sentir atormentando no umbral. E estão todos sorrindo gargalhadas. Onde está a graça?! Existe um número grande de zumbis vivendo entre nós, aqui mesmo no Rio de Janeiro. Eles têm poder de compra e nenhum sobre a própra vida. Seus desejos estão escondidos atrás de poros maquiados, sufocados por superficialidades, uma tática fácil para se livrar da vida! é da vida que eles correm! eles não sabem q correm da vida, pois não é assim que ela é intensa. Correm da vida, correm de carro, correm do tempo que passa e que envelhece, correm da tristeza, dos atristas, dos familiares, correm do português, do amor, das diferenças, da liberdade, do segurança da boate, das resposnsabilidades, correm da idade, da faculdade, da sanidade, da insanidade. Anestesiados suados sarados aloprados, retardados com grana pra esbanjar tudo isso que fingem que têm. O carro quem comprou foi o papai! Marginais de classe média-alta! Não são felizes, são tristes, mas não sabem. Não é Satanás, é falta de arte, falta de vergonha na cara pra ver que a vida não pode ser isso todo dia. Todo dia não!